
No mundo, os coletores solares produziam 171GWth (gigawatts térmicos) de potência até o final de 2008 , isso corresponde a 244 milhões de metros quadrados de painéis solares instalados.
A China lidera o ranking dos países com a maior potência instalada, segundo dados da Agência Internacional de Energia (AIE). Sozinha, o gigante asiático produz mais da metade da energia térmica solar do mundo, um total de 101GWth. Outros países com grande número de coletores solares são os Estados Unidos (22GWth), a Alemanha e a Turquia, com aproximadamente 8GWth cada. Considerando a potência para cada mil habitantes, o primeiro posto é ocupado pelo Chipre, com 651KWth, logo depois aparecem Israel (499 KWth) e Áustria (273KWth). A média européia é de 38 kWth a cada mil habitantes. A Itália possui 18kWth instalados para cada mil habitantes.
A Europa vem apostando na energia solar térmica como forma relevante de contribuir com o cumprimento do seus objetivos para 2020, que prevê o uso de 20% de energia renovável no consumo final de energia, incluindo eletricidade, energia para os transportes e para a produção de calor e frio. A European Solar Termal Industry Federation (Estif) estima que o termossolar possa representar, se forem criadas políticas de incentivo e financiamento, até 6,3% do total do consumo de energia primária, contribuindo em sistemas de aquecimento e resfriamento residencial e do terceiro setor, produção de água quente e de calor a temperaturas de até 250 graus para processos industriais.
O estudo The Potential of Solar Thermal in Europe analisou cinco países (Áustria, Dinamarca, Alemanha, Polônia e Espanha) para traçar um mapa do potencial de uso desse tipo de energia na Europa. O documento procurou quantificar três cenários possíveis: o primeiro em que se mantém os atuais níveis de produção e os outros dois com maior financiamento e incentivo à pesquisa. Hipotizando que a Europa reduza em 9% sua demanda de energia até 2020, o térmico solar poderia contribuir, no cenário mais ambicioso, com até 6,3% do objetivo europeu.
Para atingir o percentual de 20% de utilização de energias renováveis, a União Européia precisa aumentar em 11,5% a utilização de fontes limpas até 2020. Se o solar térmico crescesse a taxa média de 26% ao ano (contra 15% do cenário médio e 7% do cenário atual), de hoje até 2020 a nova potência instalada vinda dessa fonte representaria 12% do total. Para isso, conforme a Estif, seriam necessários investimentos de 214 bilhões de euros, gerando 470 mil postos de trabalho. Nesse caminho, até 2050 quase metade do calor a baixas temperaturas da Europa poderia vir do sol.
O velho continente hoje tem 27 milhões de metros quadrados de colatores solares, mais de 19GWth. Apesar de pouco divulgado em comparação ao outras tecnologias renováveis, o solar térmico está em constante crescimento. O mercado europeu do termossolar registrou nos últimos dois anos crescimento de 100%. Em 2008 foram instalados 4,75 milhões de metros quadrados de coletores solares, num total de 3,3 Gwth. O setor faturou mais de 3 bilhões de euros e empregou 40 mil pessoas.
O mercado de termossolar mais desenvolvido é o alemão, que responde por 44% to total europeu. Também Espanha, Itália e França mostraram crescimento significativo e detém, as duas primeiras, 9% a 10% do mercado e a terceira 8%. A Áustria detém 7% e a Grécia 6%. Conforme a Assolterm (Associazione Italiana Solare Termico), foram instalados na Itália 400 mil metros quadrados de coletores solares em 2008, num total de 1,5 milhões de metros quadrados.
Mesmo se considerarmos que a distribuição da insolação não seja regular e que existam zonas mais ou menos propícias para a utilização desta tecnologia, o mercado da energia térmica solar ainda pode crescer muito em todo o mundo. A cada hora, o sol gera mais energia do que a humanidade consome em um ano. Em 2007, conforme a Agência Internacional de Energia (AIE), a produção de energia solar térmica foi equivalente ao consumo de 7,6 milhões de litros de petróleo, o que corresponde a menos de 1% da demanda mundial de energia.